terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Contra posições exteriores

"O espírito do monhé", cap. IV

"Devido a contra posições exteriores, o capítulo 4 não sairá. Tenho dito!"

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Quem é o monhé?

O nosso presidente, Cavaco Silva, foi o grande vencedor da nossa primeira sondagem "quem é o monhé?", dedicada aos políticos portugueses. Seguem os resultados da votação, que terminou no dia 21 de Fevereiro de 2010:

1º - Cavaco Silva - 2 votos;
2º - Paulo Portas e Francisco Louçã - 1 voto cada;
4º - Jerónimo de Sousa e José Sócrates - 0 votos.

Motivados pela fantástica adesão dos leitores do blog a esta primeira sondagem monhé - 4 pessoas, talvez monhés, votaram realmente na sondagem - decidimos continuar a sondagem, mas em zig zag e com personalidades mais importantes. Contamos com o vosso apoio para tentar chegar aos 5 votos desta vez.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Silicofosfato de tetracálcico

"O espírito do monhé", cap. III

"Recuperando do ataque de reumático causado por razões socio-estruturais e pela posição insterior da poluição sonora, o que levou ao desaparecimento da raça Bonga-monga da superfície lunar, o vosso herói, por incrível que pareça, decidiu não fazer nenhum. Mas a dura realidade era só uma: ele mesmo não fazendo nenhum não conseguia estar quieto, por isso resolveu ficar quieto e não fazer nenhum.

Dotado de uma perseverança fabulosa, decidiu avacalhar o sistema retributo-vegetativo e seguir as patadas do pai para a Cochinchina.

Recuperando o fôlego, decidiu fugir novamente do manicómio para, muito esforçadamente, criar a teoria da condensação perfeita entre o nexo e o desnexo, teoria utilizada por milhares de marceneiros frustrados e por nós também.

Foi novamente condecorado, depois de 48 anos de jejum, pela sua brilhante actuação em "Xingu", devido às suas erradas proporções psiquico-anatómicas, mas os seus dotes artísticos não o abandonaram, pois a sua refeição preferida sempre foi salmão com batata frita.

Fugindo, tal qual seu pai, à hecatombe, não achou difícil a profissão de pasteleiro, e continuaria não fosse a guerra (ter acabado), mas devido, não só, ao seu pouco prático esquema cérebro-intelectual, como também à fraca supressão atómica das moléculas de silicofosfato de tetracálcico, não levou dali nada e seguiu o seu rumo.

-Quékisto tem aver cakilo?
-Quécakilo tem aver kisto?"

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Cano de esgoto: entradas e saídas

"O espírito do monhé", cap. II

"Olá, aqui estamos de novo. Esperamos que não tenham gostado do primeiro capítulo, pois este é bastante pior e subconsequentemente... pior! Mas deixemo-nos de rodeios e vamos ao que interessa. Mas afinal o que é que interessa? (suspense).

Bom, já em Cabo Verde, o nosso, perdão, o vosso herói começou por desenvolver uma importante plantação de cocos. Explorou os habitantes lá do sítio, pagando-lhes meia pataca/ano, até enriquecer à custa deles.

Um dia o terror chegou à cidade. Um psicopata assassino recém chegado da Nova Zelândia começava a fazer as suas vítimas. Com fogo no olhar e trémulas mãos assassinas, o assassino avançava para mais uma vítima. Mais um pobre plantador de palmeiras se esvaia em sangue enquanto o seu carrasco lhe virava as costas sarcasticamente.

O vosso herói deparava-se agora com um novo dilema: como fazer com que o sangue derramado nos cocos não lhe afectasse a venda das melancias? Mas bastou-lhe "raciocinar" um pouco para rapidamente desenvolver um poderoso removedor de nódoas para cocos, ideia não muito feliz que causou um surto de escarlatina por toda a vasta região dos Alpes Noruegueses, o que o levou posteriormente a ser deportado para as Berlengas pelas autoridades Filipinas.

Foi aí que decidiu ser mergulhador aquático, profissão que não o apaixonou particularmente devido ao fraco teor de sal nos bacalhaus ensonsos, e também porque fazia muito frio lá em cima.

Fugindo à cadeira eléctrica em 1503 AC por ter feito más críticas ao famoso livro "Cano de esgoto: entradas e saídas", foi viver o resto dos seus míseros dias para Catramaxias de Cima, onde se dedicou exclusivamente à caça do javali Africano. Mas como em Catramaxias de Baixo não havia leopardos, muito menos indianos, o vosso herói pensou profundamente na sua vida e chegou à conclusão que quem ler isto está a perder tempo e não precisa de óculos.

-Corta!!! Quem é que deu o guião a esse monhé?
-Qual guião? Nós aqui não usamos disso...
-Atão temos que por um fim a isso!
-É para já!

Fim

-Não, não, não!
-Sim, sim, sim!
-Bem, vamos lá a por alguma ordem nisto. Onde é que ia a história que eu já não me lembro?
-Que eu me lembre a história não ia a lado nenhum. Acho que desde há bocado, ninguém saiu daqui...
-Mas porquê? Porquê?!
-Porquê o quê?
-Mas porquê o quê, o quê?
-Perdão, é aqui o estúdio 4?
-Não, aqui é o 8. O 6 é lá mais à frente.
-Obrigado.
-Nada. Apareça sempre.

O nosso herói, vendo que era a frustração em pessoa, decidiu seguir pelo caminho da arte, mas constatando que todos os monhés da altura seguiam o ramo artístico, pensou para dentro e disse que não. Ele não queria ser só mais um monhé, ele queria ser um monhé especial e atingir o objectivo que a sua família perseguia à milhares de gerações: ser mais inteligente que outra, aliás, que uma pessoa. Mas mesmo assim não desistiu e continuou na mesma.

Foi tornando-se escritor que se deu conta da sua verdadeira vocação: faxineiro (ainda fazia histórias piores que esta)... Depois de escrever vários romances fracassados decidiu fugir para a Costa do Marfim."

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Célulazinhas cinzentas

"O espírito do monhé", cap. I, 6ª parte

"Já estava inserido no seu novo meio e no seu novo trabalho. Era extremamente desgastante e exigia muito de si pois, lavar, limpar, enxaguar, desentupir e desintoxicar a pia da casa-de-banho do secretário adjunto do encarregado, não era para qualquer um... O seu novo chefe era muito badalhoco e refilava por qualquer pequeno deslize, o que levava o pobre monhé a esmerar-se nas suas importantes funções de limpar o cagatório oficial lá do sítio.

Mas o seu famoso espírito inventivo não o abandonou, não tendo aguentado sequer duas semanas sem utilizar as suas famosas célulazinhas cinzentas (êxtase humorístico), que, diga-se de passagem, eram em reduzidíssimo número para uma cabeçorra tão grande. Foi despedido por inventar um revolucionário e poderoso desentupidor de sanitas que, não fosse o ajudante do cozinheiro o ter confundido com o frasco do fermento e o ter posto na salada de atum, o que matou centenas de refugiados kurdos por intoxicação, teria entupido as encanações num raio de milhares de kilómetros.

Depois de ver gorada mais uma tentativa de inserção na sociedade, decidiu regressar a Cabo Verde, onde novas e emocionantes aventuras o aguardavam..."

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Spock Aníbal e os Antropófagos

"O espírito do monhé", cap. I, 5ª parte

"Cansado de lutar contra moinhos de vento e vítima de uma sociedade constrangida que não o compreendia fazia, logicamente, dele um incompreendido, razão que o levou a cometer adultério a si próprio e a fugir com a mulher do bibliotecário para a Caparica, onde teve tempo para concretizar o seu sonho de criança: tocar ferrinhos numa banda.

O único precalce naquele momento era a falta de um nome adequado para a banda. Depois de observar cuidadosamente uma longa lista encabeçada pelo nome "Crespo e os Ouriços", decidiu que "Spock Aníbal e os Antropófagos" era o mais ortodoxo. A banda alcançou as luzes da ribalta fazendo a banda sonora do filme "Vida canina" de Joaquim Matacão. O auge da carreira foi alcançado pelo estrondoso "êxit" da famosa melodia "aperta a ver se apita".

Já numa fase descendente da sua carreira teve ainda tempo para representar um pequeno papel na famosa comédia de João Matreco e Mané Penteado: "Ronhonhó alentejano", onde se destacaram as participações de Funji Cida, Feia de Suza e ainda de Quim Trazado, no protagonista.

Retirando-se posteriormente da 7ª arte, retornou às origens e requereu a reforma, retirando-se para uma fábrica de salsichas no sul da Florida, onde foi presenteado à chegada com um presunto autografado pelos Mum-Rá (extravagância típica local) e uma garrafa de Amarguinha "made in Portugal" com rótulo em espanhol, pela bela Marylinda Nãoroy, devido à importante descoberta do recarregador de isqueiros com bateria de 9 volts e da lâmpada quase eléctrica a pedais."

sábado, 13 de fevereiro de 2010

O berbigão e o louva-a-deus

"O espírito do monhé", cap. I, 4ª parte

"Recém chegado à Nova Zelândia, depois de atravessar as frias estepes Malveirenses a cavalo de uma mula, deparou com dois seus velhos conhecidos: Rambo Neco e Tarzoon Bido, famosos pelas suas brilhantes actuações em TV Rural e Crime disse ela. Convidaram-no para ir marfar uma caldeirada de cabrito a casa do Bugalho, mas assim que o nosso herói se apercebeu que o prato principal eram carapaus grelhados, vieram-lhe à memória tristes recordações do dia em que abandonou a sua carreira de peixeiro, quando teve de comer todo o seu stock de besugos. Enquanto os outros se deliciavam com pirolitos e gelados de cola, ele empanturrava-se com bacalhau da Noruega...

Tentou logo escapulir-se perguntando subtilmente a localização da casa-de-banho. Uma vez lá dentro, atirou-se imediatamente para dentro do autoclismo, mas constatando que o autoclismo não era uma forma de saída viável, decidiu saltar pela janela, que por acaso até estava aberta.

Enfim, foi uma amizade que proliferou por aqui além até Belém, e como eu sempre digo, cevada não é trigo. Foi por estas e por outras que o nosso herói passou despercebido pelas auréolas da humanidade, nunca tendo desviado os seus pensamentos para o cerne da questão, ao fim ao cabo a base de toda a estrutura cosmológica, ou seja, a célebre pergunta que todos ansiavam responder: Quem nasceu primeiro? O ovo ou a galinha?

Ovo e galinha esses que apesar de menosprezados pela existência de teses paralelas que apontavam o berbigão e o louva-a-deus como mais prováveis antecessores da humanidade, sempre foram os mais cotados representantes da Terra nos jogos olímpicos interplanetares."

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Monhé responde

Vamos hoje, na nossa rubrica "monhé responde", responder a uma questão enviada por uma leitora do blog de Vila Nova de Gaia. Chama-se Luísa, tem 22 anos e pediu para ficar no anonimato.

"Sou virgem e gostava de me manter assim até ao meu casamento, mas o meu namorado diz que não pode aguentar mais tempo e que se eu não fizer amor com ele não quer mais nada comigo. Que devo fazer?"
Luísa - 22 anos
Vila Nova de Gaia

Cara Luísa, sabes que deves ponderar a racionalização atómica do acto. Poderás submergir espontaneamente numa panóplia de dúvidas existenciais que poderão afectar ou não as consequências relativas da simetria exacerbada das conclusões viáveis, mas nunca te poderás esquecer que o desenvolvimento parcelar das combinações exóticas encontradas em certas plataformas vinculativas, poderá afectar, e muito, a derivação adversa e conclusiva do próprio acto em si. Por isso penso que, apesar de conjugadas todas as matrizes erráticas de precipitação floral, deverás reflectir acerca dos parâmetros socio-rastejantes que regem a definição concisa do pensamento humano.

Esperando, sinceramente, ter contribuído para o teu bem estar, despeço-me com a mais elevada estima,
O Monhé

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

De grão a grão

"O espírito do monhé", cap. I, 3ª parte

"Aos 18 anos de idade emigrou para Almeirim, concelho de Azambuja, onde se dedicou esforçadamente à profissão de capelão, sendo carrasco em part-time devido ao reduzido conteúdo do cesto das gorjetas e porque o chaval com boné à "puto da fisga" lhe palmava os tustos todos, não lhe deixando uma única pataca. Já aos 19 anos, com um imenso espírito empreendedor e dotado de uma perspicácia fabulosa, desenvolveu a tese mundialmente conhecida: de grão a grão acabam-se todos os grões.

Simultaneamente ao que se passava na Mesopotâmia, ia preenchendo a sua lista de condecorações, sendo considerado o carrasco do ano de 1564 (1993 cabeças fora). Era uma época em que a inquisição não lhe dava descanso. Este facto levou-o a abandonar a profissão de capelão para ir cortar cabeças a tempo inteiro para o Havai, a serviço de um importante mafioso.

Montou na sua mula Albertina, pois o nosso herói era de um opinião que um homem de mula vale por dois, além de pensar que a bicicleta estava fora moda e que os triciclos eram para pessoas mais velhas, despediu-se confiante em si próprio, meteu a primeira e lá foi ele a caminho da terra prometida.

Mas, decididamente, aquele não era o seu dia de sorte, pois a meio caminho entre Almeirim e a Sibéria, o nosso herói foi atacado por um enxame de furiosos carapaus salteadores, os famosos "carapaus de corrida". O pobre monhé desistiu, perdão, resistiu, e possuidor de um notável espírito numismático e de um facalhão de talhante de longo alcance que lhe fora oferecido pelo Ghengis Khan aquando da sua primeira visita oficial a Santacombadão ao serviço do Vaticano, conseguiu superar a violenta investida dos seus opositores e ratou-os até à espinha, tornando-se posteriormente peixeiro.

Constantando que ficar o dia todo sentado numa câmara frigorifica a vender besugos não era a sua vocação, pegou nos seus bagulhos e decidiu seguir viagem."

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Monhé responde

Monhé, o meio ser altamente subdesenvolvido responde com extrema falta de sapiência a todas as questões que lhe são colocadas.
Ganhador de uma marreta de oiro em 1714 no conceituado festival: "Os apanhados de uma perna, perna e meia." encontra-se à vossa disposição para o desabrochar dos seus dotes maravilhoso-magníficos de retumbantes advérbios e afins, com um cheirinho a alfazema...

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

A balada do monhé

Batem leve, levemente
Como quem chama por mim
Será chuva? Será gente?
Gente não é, certamente
E a chuva não bate assim
Fui ver
Era o monhé

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Coisa mai' linda

"O espírito do monhé", cap. I, 2ª parte

"Já dentro da sua mãe, que era tia ao mesmo tempo, se tinha notabilizado pela sua enorme falta de raciocínio, mas em contrapartida possuía um complexo "espírito" inventivo, que o levou, na altura do parto, a tentar sair por um ouvido. As consequências não foram as melhores, pois a mãe ficou com problemas auditivos, e ele com um pé maior que o outro. Mas ele não desanimou, e opinou logo que melhores dias viriam.

Foi quando a criança veio ao mundo que se notou que aquele "capricho da natureza" não era normal, e o quão importante era aquele momento para toda a humanidade, bem como para o desenrolar da História. Assim que apanhou o par de galhetas do médico, motivado não unicamente por razões de natureza técnico-columbófila, desatou na brincadeira e na palhaçada com o cordão umbilical, indagando-se continuamente acerca do porquê daquele bocado de tripa pendurado na pança, ao contrário do resto dos bebés, que disferem imediatamente um poderoso arroto com um desagradável, mas interessante, cheiro a camarões com maionese (última refeição da mãe), que geralmente soa a um Jeová a impingir bíblias.

Foi já fora da maternidade, que por ironia do destino era simultaneamente a taberna mais concorrida do Afeganistão, que o pequeno rebento deparou com um mundo totalmente estranho e, em sua opinião, com demasiados tons de azul. Subitamente, constatou que algo não estava bem e tratou logo de conjugar todos os seus esforços em chamar a atenção da taberneira para lhe mudar a fralda."