quarta-feira, 12 de maio de 2010

Rabiscos indecifráveis

"O espírito do monhé", cap. VII???

Não fazemos ideia se este é o capítulo 7, mas como temos o 8 e o último do livro é o 6, parece-nos bem. Sabemos que é um capítulo...
Como este "texto" foi escrito originalmente com as unhas dos pés em mortalhas conquistador, há muitas palavras e frases que já não são perceptíveis, já para não falar do facto de algumas das mortalhas já terem sido fumadas.

Embora a história deste capítulo tenha perdido completamente o nexo, pensamos que mantém a coerência do livro.

"(...) a ajuda de alguns seus velhos conhecidos: o maior detective do mundo (Sherlock Bones), o maior observador de factos do mundo (Mr. Magoo), e o mais inventivo de todos os agentes secretos, o conhecido 00Zero. A primeira testemunha era o capuchinho vermelho, que desta vez usava um capuchinho azul.

Inspector Ventoínha - Entre o capuchinho.
Capuchinho - Posso entrar?
ooZero - Então não?
Mr. Magoo - Bué! Tamos aí!
Sherlock Bones - Pode entrar o quê?
Inspector Ventoínha - Então menina, onde é que estava à hora do crime?
Capuchinho - Qual crime? Posso ir à casa-de-banho?
Inspector Ventoínha - O crime! Então de que crime é que estamos a falar?
Sherlock Bones - Segunda porta à esquerda.
Capuchinho - Não sei, eu na altura estava atrás do lobo mau...(...)"

"(...) depois então é que criou o seu mais conhecido drama liturgico-linfático: "Brancué-galinhopõe", que depois mudou de nome para "Vacopõe-galinhodá", onde constava um saber higiénico-alfabético baseado na práctica do W.C."

sexta-feira, 12 de março de 2010

A Famel: parte 2

"O espírito do monhé", cap. VIII, 2ª parte

E foi assim que passou mais um dia na vida do nosso triste, mas oriundo de qualquer lado, herói, que não sendo nada de extraordinário é melhor do que muitos que andam aí, coitados, que nem têm cariz suficiente para exercer com verticalidade uma posição em relação à Famel em questão na página anterior, quanto mais fazer um empreendimento promíscuo no sul do Nabal. Mais precisamente, na periferia da plantação de begónias alucinogénicas gigantes em que o monhé perdeu os calços de travão da Famel referida já nesta página, bem como na anterior.

Isto não é um erro untugárfico, mas sim um verdadeiro cálculo de probabilidades de 1 para um milhão, onde o monhé encaixa de cartão vale mais de um milhão. Ou isso ou sopa de barbatana de tubaralho (tubarão após comer bugalho).

Entrementes, no W.C. do cadillac, uma sanguínea tragédia tem lugar: O monhé rompeu-se todo e esvaiu-se em sangue. A garina, indignada com a poça de sangue (ex-monhé), teve como primeira reacção divertir-se a cantar "singing in the blood" de Ramão Hortigalho (bugalho depois de ir à horta), mas rapidamente se apercebeu das terríveis consequências que tal acto poderia trazer, pois tal poça, em tal chão, em tal sítio, às tantas horas, era algo incompreensível para alguém daquela idade... Porquê, não sei, mas porém talvez.

Assim se passou mais um dia na vida do monhé. Não foi um dia normal, mas um dia talvez ligeiramente obtuso e estranhamente ambíguo, com um toquezinho ou dois de alguma coisa cor-de-laranja, e talvez um pouco mais que ainda não. Mas, no entanto, é sempre crlzzgrrxx(?).
E pronto. Já focámos os pontos menos importantes da vida do Manhú(?), e teoricamente falando esta história já acabou, mas não sei porquê, nem para onde, nem sequer ou se não quer, e apeteceu-me escrever mais umas linhas que não sei se alguém chegará a ler, mas, no entanto, a sorte acompanha-o e foi assim.

E já agora, uma informação de última hora: Ouvi dizer que houve alguém que despoletou em si próprio uma reacção gástrico-anal de grau 4 da escala de Ptolomodes e que porém, depois de uma ou duas pomadinhas, ainda chegou a tempo de salvar o travão de mão e a campainha da Famel já várias vezes referida ao longo desta história, que impelida por uma força visiculo-transladacionária ia batendo em algo(dão), o que não teria sido mais que um pequeno desastre melancólico-ampérico. Mas prontos, é isso mais ou menos... não sei... Bem, já me doem os olhos de tanto não escrever e já me começam a estalar os joanetes."

quarta-feira, 10 de março de 2010

A Famel

"O espírito do monhé", cap. VIII, 1ª parte

"Tava o monhé a pensar... Sim, a pensar. Não, a pensar... Mas infelizmente veio o gato e comeu tudo.

O monhé, na sua primeira visita à loja dos 322 e meio, achou muito bem e foi para casa, fazendo uma pequena paragem na loja dos 321, três quartos e cinco sextos ponto dois virgula três vezes pi ao cubo menos metade e qualquer coisa, que tinha vista para a casa-de-banho do Bidé (bugantrópus kanidius), que por sua vez também aderiu ao movimento aeronáutico de translação sanguínea, aplicando, quiçá, uma ou duas pomadinhas. Uma ou duas pomadinhas essas que, apesar do seu alto teor calórico e nitro-embalsotubático, eram excelentes para a retenção do calcário e derivados dos corantes de gelatina nas superfícies rugosas do tubo de escape da Famel em questão.

Mas nem só de favas vive o carapau e nós não brincamos em serviço, o que nos leva a concluir que mais coiso que nada, ou então, nada mais do que qualquer coisa, mas porém, há sempre alguém que zela por nós e que espreita nos confins da floresta, e que um dia há-de dizer alguma coisa de uma maneira original e ainda, contudo, sem nada ou sem nexo (quê?). Bem, deixemo-nos de acefifes e passemos aos entremolhos, porque no poupar é que a gente se entende e sem cenouras não há contacto extra-terreno.

O monhé, depois de uma árdua caminhada no Vale das Lombrigas, conseguiu finalmente encontrar o cobiçado vibrador anatómico de cabeça rotativa de 3 velocidades, modelo ZAP (zurzindo agente paga), descoberta que o levou aos píncaros da rotatibilidade vegetativa, coisa não muito vista hoje em dia. Mas como em terra de zarolhos, quem é cego não pesca puto, e quem vê o puto não pesca nada, há sempre alguém que diz: Tou-te a ver... Mas não se ficou por aqui nem por aqui se ficou, pois quanto mais a gente escreve mais vocês lêem.

Continua...