quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

5 anos online

No seguimento das fantásticas comemorações do quinto aniversário do blog, vamos oferecer um pisa-papéis e uma calçadeira a uma instituição muito jeitosa, que às vezes até dá e bem sem olhar a quem, e um corta-unhas cromado com missangas roxas.

domingo, 25 de dezembro de 2011

Mensagem de Natal

O Monhé, embebido de espírito natalício, vomitou na carpete e em cima do bolo rei. Depois, urinou nas filhoses e perguntou as horas ao Pai Natal, pois já estava quase na hora de deixar o presente no presépio.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

O sub-espaço espacial

"O espírito do monhé", cap. IX

Com 20 anos a mais em cima do pelo, o "vosso" herói acabou por ir por aí abaixo disparado num mar inóspito de sentimentos controversos que inflamavam em si a panóplia infindável de caixinhas de mom chérri, abarbatadas da caixa do correio do abrunho do 3º esquerdo, que tinha ingerido ao longo de todo este tempo. Isto dizia tudo: era hora de agir! E, sem mais demoras, esperou um bocadinho. Depois aguardou um pedaço, e então aguentou uma beca. Mais tarde, completamente exausto do esforço continuado a que tal aventura magnífica o tinha obrigado, decidiu contemplar a flagrante inexistência de espaço dentro do sub-espaço espacial do próprio espaço. 'Teve nisto mais um pouco e adormeceu...
Quando acordou, já cansado, percebeu que tudo tinha sido um sonho e que não tinha 20 anos a mais, mas exactamente a mesma idade que teria se fizesse anos todos os anos. Mas como os anos quebram a estaleca da reforma agrária, podemos com certeza afirmar que a rugosidade pélvica já referida pode transcender-se a si própria, rodando 180 graus no sentido oposto ao dos ponteiros do relógio, e também no sentido de dar a si própria um escudo protector de agressões exteriores que neste momento assolam o pertinente abstracto do puxador da porta do quarto do sacristão.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Rabiscos indecifráveis

"O espírito do monhé", cap. VII???

Não fazemos ideia se este é o capítulo 7, mas como temos o 8 e o último do livro é o 6, parece-nos bem. Sabemos que é um capítulo...
Como este "texto" foi escrito originalmente com as unhas dos pés em mortalhas conquistador, há muitas palavras e frases que já não são perceptíveis, já para não falar do facto de algumas das mortalhas já terem sido fumadas.

Embora a história deste capítulo tenha perdido completamente o nexo, pensamos que mantém a coerência do livro.

"(...) a ajuda de alguns seus velhos conhecidos: o maior detective do mundo (Sherlock Bones), o maior observador de factos do mundo (Mr. Magoo), e o mais inventivo de todos os agentes secretos, o conhecido 00Zero. A primeira testemunha era o capuchinho vermelho, que desta vez usava um capuchinho azul.

Inspector Ventoínha - Entre o capuchinho.
Capuchinho - Posso entrar?
ooZero - Então não?
Mr. Magoo - Bué! Tamos aí!
Sherlock Bones - Pode entrar o quê?
Inspector Ventoínha - Então menina, onde é que estava à hora do crime?
Capuchinho - Qual crime? Posso ir à casa-de-banho?
Inspector Ventoínha - O crime! Então de que crime é que estamos a falar?
Sherlock Bones - Segunda porta à esquerda.
Capuchinho - Não sei, eu na altura estava atrás do lobo mau...(...)"

"(...) depois então é que criou o seu mais conhecido drama liturgico-linfático: "Brancué-galinhopõe", que depois mudou de nome para "Vacopõe-galinhodá", onde constava um saber higiénico-alfabético baseado na práctica do W.C."

domingo, 2 de maio de 2010

Quem é o monhé?

Com uma votação recorde, o fantástico personagem de animação Noddy foi o grande vencedor da nossa 2ª grande sondagem "quem é o monhé?", realizada entre os dias 1 e 15 do passado mês de Março. Seguem os resultados integrais:

1º - Noddy - 3 votos;
2º - Manuela Moura Guedes - 2 votos;
3º - Tarzan Taborda e Júlio Isidro - 1 voto cada.

Está a partir deste momento aberta a 3ª sondagem "quem é o monhé?", com figuras de topo da nossa sociedade. Apelamos à não abstenção!

sexta-feira, 12 de março de 2010

A Famel: parte 2

"O espírito do monhé", cap. VIII, 2ª parte

E foi assim que passou mais um dia na vida do nosso triste, mas oriundo de qualquer lado, herói, que não sendo nada de extraordinário é melhor do que muitos que andam aí, coitados, que nem têm cariz suficiente para exercer com verticalidade uma posição em relação à Famel em questão na página anterior, quanto mais fazer um empreendimento promíscuo no sul do Nabal. Mais precisamente, na periferia da plantação de begónias alucinogénicas gigantes em que o monhé perdeu os calços de travão da Famel referida já nesta página, bem como na anterior.

Isto não é um erro untugárfico, mas sim um verdadeiro cálculo de probabilidades de 1 para um milhão, onde o monhé encaixa de cartão vale mais de um milhão. Ou isso ou sopa de barbatana de tubaralho (tubarão após comer bugalho).

Entrementes, no W.C. do cadillac, uma sanguínea tragédia tem lugar: O monhé rompeu-se todo e esvaiu-se em sangue. A garina, indignada com a poça de sangue (ex-monhé), teve como primeira reacção divertir-se a cantar "singing in the blood" de Ramão Hortigalho (bugalho depois de ir à horta), mas rapidamente se apercebeu das terríveis consequências que tal acto poderia trazer, pois tal poça, em tal chão, em tal sítio, às tantas horas, era algo incompreensível para alguém daquela idade... Porquê, não sei, mas porém talvez.

Assim se passou mais um dia na vida do monhé. Não foi um dia normal, mas um dia talvez ligeiramente obtuso e estranhamente ambíguo, com um toquezinho ou dois de alguma coisa cor-de-laranja, e talvez um pouco mais que ainda não. Mas, no entanto, é sempre crlzzgrrxx(?).
E pronto. Já focámos os pontos menos importantes da vida do Manhú(?), e teoricamente falando esta história já acabou, mas não sei porquê, nem para onde, nem sequer ou se não quer, e apeteceu-me escrever mais umas linhas que não sei se alguém chegará a ler, mas, no entanto, a sorte acompanha-o e foi assim.

E já agora, uma informação de última hora: Ouvi dizer que houve alguém que despoletou em si próprio uma reacção gástrico-anal de grau 4 da escala de Ptolomodes e que porém, depois de uma ou duas pomadinhas, ainda chegou a tempo de salvar o travão de mão e a campainha da Famel já várias vezes referida ao longo desta história, que impelida por uma força visiculo-transladacionária ia batendo em algo(dão), o que não teria sido mais que um pequeno desastre melancólico-ampérico. Mas prontos, é isso mais ou menos... não sei... Bem, já me doem os olhos de tanto não escrever e já me começam a estalar os joanetes."

quarta-feira, 10 de março de 2010

A Famel

"O espírito do monhé", cap. VIII, 1ª parte

"Tava o monhé a pensar... Sim, a pensar. Não, a pensar... Mas infelizmente veio o gato e comeu tudo.

O monhé, na sua primeira visita à loja dos 322 e meio, achou muito bem e foi para casa, fazendo uma pequena paragem na loja dos 321, três quartos e cinco sextos ponto dois virgula três vezes pi ao cubo menos metade e qualquer coisa, que tinha vista para a casa-de-banho do Bidé (bugantrópus kanidius), que por sua vez também aderiu ao movimento aeronáutico de translação sanguínea, aplicando, quiçá, uma ou duas pomadinhas. Uma ou duas pomadinhas essas que, apesar do seu alto teor calórico e nitro-embalsotubático, eram excelentes para a retenção do calcário e derivados dos corantes de gelatina nas superfícies rugosas do tubo de escape da Famel em questão.

Mas nem só de favas vive o carapau e nós não brincamos em serviço, o que nos leva a concluir que mais coiso que nada, ou então, nada mais do que qualquer coisa, mas porém, há sempre alguém que zela por nós e que espreita nos confins da floresta, e que um dia há-de dizer alguma coisa de uma maneira original e ainda, contudo, sem nada ou sem nexo (quê?). Bem, deixemo-nos de acefifes e passemos aos entremolhos, porque no poupar é que a gente se entende e sem cenouras não há contacto extra-terreno.

O monhé, depois de uma árdua caminhada no Vale das Lombrigas, conseguiu finalmente encontrar o cobiçado vibrador anatómico de cabeça rotativa de 3 velocidades, modelo ZAP (zurzindo agente paga), descoberta que o levou aos píncaros da rotatibilidade vegetativa, coisa não muito vista hoje em dia. Mas como em terra de zarolhos, quem é cego não pesca puto, e quem vê o puto não pesca nada, há sempre alguém que diz: Tou-te a ver... Mas não se ficou por aqui nem por aqui se ficou, pois quanto mais a gente escreve mais vocês lêem.

Continua...

sábado, 27 de fevereiro de 2010

O último capítulo antes dos outros

Hoje apresentamos o último capítulo do livro "O espírito do monhé". Mas quando falamos livro, referimo-nos apenas àquela encadernação ranhosa que anda lá para nossas casas há anos e que guardamos como se fosse um pequeno tesouro. Além disso ainda existem uma série de papeluchos e guardanapos com outros capítulos inéditos e escaldantes feitos pouco tempo depois. Embora muitos estejam perdidos para sempre e alguns já quase não se conseguirem ler, pois foram escritos com bâton em papel higiénico (sem comentários), vamos tentar decifrá-los e apresentá-los aqui no blog. Noutros casos só temos algumas folhas soltas que nem conseguimos ordenar, mas mesmo que faltem algumas palavras, frases, ou até folhas inteiras, achamos que a história não vai perder a coerência que a caracterizou desde o início.

"O espírito do monhé", cap. VI

"Com muito esforço e dedicação, o monhé tentava desesperadamente sair do transe psíquico-analgésico em que se encontrava, mas como os pêssegos não nascem em figueiras, nem as latas de coca-cola são biodegradáveis, vamos ficar por aqui antes que saia mais bacorada."

Não é um desfecho ideal para a história e nem sequer é um desfecho. Mas foi o que se arranjou... É um capítulo curtinho e conciso que fala por si e que deixa em aberto uma série de possibilidades de desenvolvimento da história. Por outro lado foge ao velho cliché do "viveram felizes para sempre". Ou isso ou o contrário...

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

A "cardimoca"

"O espírito do monhé", cap. V

"Mesmo com as suas novas capacidades psíquico-mentais, o monhé continuava com varicela cerebral, handicap que o impossibilitava de realizar o seu maior desejo, que era, ao fim ao cabo, o maior desejo de todos os monhés desde o momento em que nascem: ser o mais parecido possível com uma pessoa (objectivo raramente concretizado).

Rumando ao desconhecido, entrou ocasionalmente numa taberna perto de Santa Clara do ovo mexido, onde tencionava afogar as suas mágoas em algo que não fosse leite em pó. Quando ia no décimo quarto chá de pimentão teve uma ideia que iria revolucionar o mundo da culinária: a "cardimoca". Uma nova erva aromática que, segundo o monhé, iria ser mais consumida que a ervilha de cheiro. A sua constituição era muito simples e baseava-se fundamentalmente na fusão de um cardo com uma limoca, com um cheirinho de aguarrás.

Mais uma vez as suas ideias não foram compreendidas pela sociedade. Foi condenado a 3 semanas de detenção e a ingerir 10 caixas das suas "cardimocas", sob acusação de perturbar o bem estar público. Só aí é que descobriu a sua inutilidade interno-acrobática (era mesmo burro), e resolveu não ajudar mais nenhuma velhinha a atravessar a rua, como medida de protesto contra esta sociedade podre em que não vivemos. Por isso e muito mais, vamos ficar por aqui e esperar pelo próximo capítulo (vamos lá a ver se é desta que nós escrevemos alguma coisa que se aproveite)."


Foto da "cardimoca".

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Contra posições exteriores

"O espírito do monhé", cap. IV

"Devido a contra posições exteriores, o capítulo 4 não sairá. Tenho dito!"

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Quem é o monhé?

O nosso presidente, Cavaco Silva, foi o grande vencedor da nossa primeira sondagem "quem é o monhé?", dedicada aos políticos portugueses. Seguem os resultados da votação, que terminou no dia 21 de Fevereiro de 2010:

1º - Cavaco Silva - 2 votos;
2º - Paulo Portas e Francisco Louçã - 1 voto cada;
4º - Jerónimo de Sousa e José Sócrates - 0 votos.

Motivados pela fantástica adesão dos leitores do blog a esta primeira sondagem monhé - 4 pessoas, talvez monhés, votaram realmente na sondagem - decidimos continuar a sondagem, mas em zig zag e com personalidades mais importantes. Contamos com o vosso apoio para tentar chegar aos 5 votos desta vez.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Silicofosfato de tetracálcico

"O espírito do monhé", cap. III

"Recuperando do ataque de reumático causado por razões socio-estruturais e pela posição insterior da poluição sonora, o que levou ao desaparecimento da raça Bonga-monga da superfície lunar, o vosso herói, por incrível que pareça, decidiu não fazer nenhum. Mas a dura realidade era só uma: ele mesmo não fazendo nenhum não conseguia estar quieto, por isso resolveu ficar quieto e não fazer nenhum.

Dotado de uma perseverança fabulosa, decidiu avacalhar o sistema retributo-vegetativo e seguir as patadas do pai para a Cochinchina.

Recuperando o fôlego, decidiu fugir novamente do manicómio para, muito esforçadamente, criar a teoria da condensação perfeita entre o nexo e o desnexo, teoria utilizada por milhares de marceneiros frustrados e por nós também.

Foi novamente condecorado, depois de 48 anos de jejum, pela sua brilhante actuação em "Xingu", devido às suas erradas proporções psiquico-anatómicas, mas os seus dotes artísticos não o abandonaram, pois a sua refeição preferida sempre foi salmão com batata frita.

Fugindo, tal qual seu pai, à hecatombe, não achou difícil a profissão de pasteleiro, e continuaria não fosse a guerra (ter acabado), mas devido, não só, ao seu pouco prático esquema cérebro-intelectual, como também à fraca supressão atómica das moléculas de silicofosfato de tetracálcico, não levou dali nada e seguiu o seu rumo.

-Quékisto tem aver cakilo?
-Quécakilo tem aver kisto?"